Armas de brinquedo, jogos e convivência com PMs não justificam comportamento violento, diz psicanalista.
Possuir armas de brinquedo, gostar de games violentos e ser filho de policiais não justificam comportamento violento de uma criança, diz o psicanalista Claudio César Montoto, doutor em Comunicação e Semiótica e professor da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo.
— Não há, absolutamente, nenhum determinante de que os filhos de policiais sejam assassinos em potencial. Além disso, as armas de brinquedo ou as espadas de uma criança são instrumentos para ela lidar com a formação do mundo.
Muito pelo contrário, a maioria da mídia correlaciona o uso de jogos violentos com a chacina da família. Ao meu ver, muitas coisas ainda não foram esclarecidas.
As polícias Civil e Militar apontam o adolescente Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, de 13 anos, como o autor do crime. Ele é descrito, por familiares e amigos, como um garoto tímido, calmo, caseiro, apegado aos familiares e fã de games violentos e de armas de brinquedo. Segundo o delegado Itagiba Vieira Franco, da Divisão de Homicídios, foram encontradas diversas armas de brinquedo e de pressão no quarto do garoto.
— No quarto dele, nós encontramos uma grande quantidade de armas de brinquedo. Ele teve a capacidade, talvez espelhando-se no pai, de montar um colete artesanal, de papelão, tipo escudo do choque. E também um tipo de coldre, de ombro, que ele montou inteiro, com fitas e com papelão, com lugar para pôr a arma.
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